quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Como obter as certificações ISO 9001, ISO 14001, OHSAS 18001 e ABNT 16001

Boa a matéria, mas talvez por conta do pouco conhecimento sobre o tema, existem no texto umas pequenas falhas a respeito da ISO 9001… Nada que comprometa a informação, mas preferi incluir as correções que você vai ver em azul, à frente dos pontos que destaquei em vermelho. No mais, só posso dizer que é muito bom ver uma matéria indicando o caminho da certificação e destacando seu valor sobre os negócios numa revista como a PEGN, voltada a empreendedores. Isto é um bom sinal, indicando que o mercado das PMEs começa a olhar mais atentamente para a qualidade, demonstrando um amadurecimento muito oportuno!…
Por Heloiza Camargo e Adriana Wilner
Uma das maneiras de mostrar para fornecedores, compradores e clientes que a sua empresa preza pela qualidade dos produtos ou serviços que vende, preocupa-se com o meio ambiente, com a saúde e a segurança dos funcionários ou mantém uma relação responsável com a sociedade, é ter um sistema de gestão certificado por normas técnicas. A aplicação dessas normas permite transformar discursos de boas intenções em algo palpável, comprovado por um organismo independente e perceptível pelo mercado e a sociedade.
As certificações mais relevantes são a ISO 9001, que garante a qualidade intrínseca dos produtos ou serviços - A ISO 9001 certifica o Sistema de Gestão da Qualidade utilizado pela empresa, o que leva a entender que seu produto ou serviço possui qualidade, porém não garante a qualidade do produto ou serviço. – a ISO 14001, com foco na relação da empresa com o meio ambiente; a OHSAS 18001, centrada na saúde e segurança ocupacional dos colaboradores e a ABNT 16001, voltada para a construção de uma relação responsável entre a empresa e a sociedade. Cada certificado pode ser implantado isoladamente.

As normas proporcionam benefícios internos e externos ao negócio, de acordo com Rogério Meira, diretor-executivo da ATSG, Academia Tecnológica de Sistemas de Gestão. “No mercado, uma empresa certificada pode conseguir maior credibilidade, aceitação e, ocasionalmente, atender também aos pré-requisitos de um fornecedor mais exigente. Do ponto de vista interno, obter um certificado de conformidade ajuda a organizar e a melhorar os processos da empresa, a reduzir os custos com retrabalho e a evitar perdas e desperdícios”, completa Meira. Com as normas, o empreendedor passa a ter uma visão mais abrangente dos processos da empresa e consegue gerenciar melhor o seu negócio.
Conforme explica José Joaquim do Amaral Ferreira, vice-presidente da instituição certificadora Fundação Vanzolini, “organizações de qualquer porte podem ser certificadas, uma vez que é a norma que se adapta ao negócio e ao tamanho da empresa”.
Recorrer a uma consultoria pode contribuir para uma maior eficácia do processo. “No caso da ISO 9001, o empreendedor tem a possibilidade de optar por uma planilha que mostre se os prazos de entrega estão sendo cumpridos, por exemplo. Nessa parte, o trabalho de um consultor ajuda a definir quais são os indicadores mais adequados para cada norma e cada empresa”, afirma Amaral.
No Brasil, o Inmetro é o organismo de acreditação oficial que avalia as certificadoras e verifica se elas podem emitir certificados. Entretanto, as normas ISO 9001, ISO 14001 e ABNT 16001 têm caráter voluntário e não é obrigatório que os organismos de certificações sejam acreditados pelo Inmetro - Não acho nem um pouco recomendável o uso de certificadoras não acreditadas! Cuidado! Uma das vantagens de procurar certificadoras chanceladas pelo órgão, afirma Marcos Aurélio Oliveira, coordenador geral de Acreditação do Inmetro, é que “nós temos uma marca forte e reconhecida no país e se a empresa tiver qualquer problema com um organismo de certificação acreditado por nós, a solução virá rapidamente”. Já a ABNT é a responsável pela tradução das normas internacionais. Certificadoras como a Fundação Vanzolini e a própria ABNT vão até as empresas verificar se elas estão agindo em conformidade com a norma que pleiteiam.
O MERCADO REALMENTE LEVA EM CONTA AS CERTIFICAÇÕES?
O Inmetro e o Comitê Brasileiro de Qualidade da ABNT avaliaram a satisfação com produtos e serviços com o selo ISO 9001. - Volto a frisar que a ISO 9001 não certifica produtos ou serviços. Nesta frase ou colocaria “empresas certificadas ISO 9001″. Confira:

COMO A EMPRESA PODE SE CERTIFICAR?
Em primeiro lugar, a empresa precisa adquirir a brochura ou arquivo eletrônico que contém as normas a serem seguidas para obter a certificação. Em seguida, deve adotá-las na empresa e contratar uma certificadora independente que dirá se, de fato, os padrões estão sendo aplicados corretamente. Após esse processo a empresa será considerada certificada.
Obtenção das normas: A norma OHSAS 18001 está contida em uma brochura impressa vendida no site do QSP (Centro de Qualidade, Segurança e Produtividade) a R$ 290. Depois de confirmado o pagamento, a publicação costuma chegar ao endereço de destino em até 48 horas. As normas ISO 9001, ISO 14001 e ABNT 16001 custam, em média, R$ 100 cada e estão disponíveis em uma brochura impressa, entregue em até sete dias úteis a contar da solicitação, com frete por conta do interessado, e também em formato digital, com impressão a partir do link http://qualiblog.wordpress.com/2010/09/09/como-obter-as-certificacoes-iso-9001-iso-14001-ohsas-18001-e-abnt-16001/www.abnt.org.br
Implantação na empresa: Com as normas em mãos, é preciso implantar um sistema de gestão que atenda aos seus requisitos. As regras para a certificação indicam o que é preciso fazer na organização, não a maneira de pôr em prática. Para José Joaquim do Amaral Ferreira, vice-presidente da Fundação Vanzolini, a presença de um consultor não é fundamental, mas a sua contratação pode acelerar o processo de implantação. Nas pequenas e médias empresas, que normalmente têm um quadro de funcionários mais enxuto, pode ser difícil deslocar alguém da equipe para cuidar do processo de certificação, o que torna o consultor ainda mais necessário. Ferreira comenta que é possível encontrar bons profissionais dessa área por, em média, R$ 80 a hora.
Certificadora: Depois de a empresa se adequar aos requisitos, precisa contratar um organismo certificador, órgão independente sem qualquer ligação com a entidade ou com o consultor que ajudou na implantação, para atestar se ela realmente age em conformidade com as normas. A auditoria checa in loco tudo aquilo que a empresa diz fazer, explica Marcos Aurélio Oliveira, coordenador geral de acreditação do Inmetro. Os valores cobrados pelas certificadoras variam conforme o ramo de atuação e o tamanho da organização. O preço médio de uma certificação, válida por três anos para pequena empresa, está em torno de R$ 2 mil por ano na Fundação Vanzolini. Para empresas de médio porte, esse valor é de R$ 3,5 mil por ano, em média. O vice-presidente da Fundação afirma que as empresas do terceiro setor têm descontos na certificação. “Praticamos preços especiais para entidades especiais”, completa Ferreira










ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ACERCA DOS BENEFÍCIOS ECONÔMICOS, SOCIAIS E AMBIENTAIS ADVINDOS DA OBTENÇÃO DA CERTIFICAÇÃO ISO 14000 PELAS EMPRESAS



Valdir Frigo Denardin*
Glaucia Vinter**



Resumo

            A preocupação com o meio ambiente, nos últimos anos, vem crescendo tanto nas sociedades desenvolvidas quanto nas em desenvolvimento. Esta preocupação com a qualidade ambiental pode manifestar-se principalmente pelo repúdio dos consumidores em adquirir bens que ao longo de seu ciclo de vida causem degradação ambiental. Nesse sentido, o presente artigo visa apresentar uma discussão acerca dos benefícios econômicos, sociais e ambientais que a implantação de um sistema de gestão ambiental poderá proporcionar para as empresas. Além disso, busca-se destacar a importância de ações individuais, por parte das empresas,  em prol da preservação do meio ambiente, contribuindo para o desenvolvimento sustentável.

Palavras-chave: Gestão ambiental, Barreiras não tarifárias, Desenvolvimento sustentável.



1. Introdução

Atualmente, grande parte dos consumidores exigem informações sobre as características dos produtos disponíveis no mercado, bem como dos impactos ambientais gerados em seus processos produtivos. Nesse sentido, os consumidores através de seu poder de decisão, no ato da compra, podem afetar significativamente a lucratividade das empresas.
Além da pressão dos consumidores, os chamados consumidores verdes, Miranda et al. (1997) identifica outras fontes de pressão sobre as empresas, tais como: ONGs, Associações e Instituições públicas e privadas que primam pela qualidade ambiental, bem como investidores verdes, que procuram investir em empresas não poluídoras.
A Série ISO 14000, que compreende um conjunto de normas ambientais, não obrigatórias e de âmbito internacional, possibilita a obtenção da certificação ambiental, porém esta só pode ser obtida por uma determinada empresa se a mesma implementar um Sistema de Gestão Ambiental (SGA). Este visa reduzir os impactos ambientais gerados na produção (inclui matérias-primas), transporte, uso e disposição final do produto (descarte).
            Valle (1995) afirma que após implantada pelas empresas e exigida pelos consumidores, a Série ISO  14000 irá beneficiar os produtores responsáveis, preocupados com o meio ambiente, contra os concorrentes inconseqüentes e irresponsáveis que, por não respeitarem o meio ambiente[1], conseguem produzir a um menor custo, repassando parte dos custos não internalizados para a sociedade, via externalidades negativas.
Porém, antes de gerenciar ambientalmente[2] a empresa, a empresa necessita definir sua “política ambiental”. Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas: ABNT - NBR ISO 14001 (1996), a política ambiental consiste em uma declaração da empresa quanto as suas intenções e princípios em relação ao seu desempenho ambiental. Deve prever, portanto, estrutura para agir e definir seus objetivos e metas ambientais.
Dado que a Série ISO 14000 consiste em um conjunto de normas ambientais voluntárias, as quais, em última instância, visam contribuir para a melhoria da qualidade do meio ambiente, pode-se afirmar que o somatório de esforços individuais das empresas “contribui”, em parte, para que se atinja o que atualmente é denominado de desenvolvimento sustentável[3].
Portanto, o presente artigo visa apresentar algumas considerações acerca das vantagens econômicas, sociais e ambientais decorrentes da obtenção da certificação ISO 14000 pelas empresas, bem como destacam-se algumas desvantagens enfrentadas pelas empresas que não dão a devida importância aos aspectos ambientais em seus processos produtivos.

2.  Considerações Econômicas

A certificação ISO 14000 auxiliará as empresas que vêem a preservação ambiental  não como um empecilho, mas como um fator de sucesso para se posicionarem no mercado, ou seja, uma  oportunidade de ascensão regional, nacional e internacional.
            A implementação da gestão ambiental pode oferecer outras vantagens para a empresa e também para o cliente. Entre as vantagens para a empresa estão a criação de uma imagem “verde”; acesso a novos mercados; redução e/ou eliminação de acidentes ambientais, evitando, com isso, custos de remediação; incentivo ao uso racional de energia e dos recursos naturais; redução do risco de sanções do Poder Público (multas) e facilidade ao acesso a algumas linhas de crédito.  Referente aos consumidores, estes possuirão maiores informações sobre a origem da matéria-prima e composição dos produtos, podendo optar, no momento da compra, por bens e serviços menos agressivos ao meio ambiente (Valle, 1995).   
Para Castro (1996), além de promover a redução dos custos internos das organizações, a implementação de um sistema de gestão ambiental aumenta a competitividade e facilita o acesso aos mercados consumidores.
Argumentos semelhantes são apresentados por Rattner (1991), quando menciona que até pouco tempo as exigências referentes à proteção ambiental eram consideradas como um freio ao crescimento, um fator de aumento dos custos de produção. Hoje, proteger o meio ambiente está se convertendo em oportunidades para expandir mercados, baixar custos e prevenir-se contra possíveis restrições a mercados externos (barreiras não tarifárias). 
            As desvantagens em não implantar um sistema de gestão ambiental estão diretamente ligadas as barreiras não tarifárias, impostas por países mais desenvolvidos, pois um sistema de normatização ambiental como a série ISO 14000 pode abrigar em suas entrelinhas  mecanismos  de proteção de mercado.
            Nos últimos anos, houve um crescimento acentuado de leis e acordos internacionais na área ambiental que visavam a preservação do meio ambiente, paralelamente a isso ocorreu uma grande expansão do comércio mundial. No intuito de proteger o meio ambiente, muitos países passaram a exigir padrões de qualidade ambiental muito elevados, criando barreiras não tarifárias, que podem trazer efeitos danosos ao livre comércio (Procópio, 1994; Bravo & Silva, 1994).
            Para Cicco (1994), o protecionismo pode estar abrigado na defesa do meio ambiente, principalmente nas atividades produtivas que, por fatores econômicos ou operacionais, não conseguem concorrer em regime de liberdade comercial entre os países.
Segundo Cavalcanti (1997), a Série ISO 14000 vai representar um grande problema para os países em desenvolvimento, como o Brasil, pois estes países serão obrigados a se adequarem aos padrões estabelecidos pelos países desenvolvidos, podendo aumentar, ainda mais, as desigualdades econômicas e sociais entre o primeiro  e o terceiro mundo.
            Outro problema enfrentado pelos países em desenvolvimento serão os rótulos ambientais (Selo Verde), pois os programas de rotulagem, por sua falta de flexibilidade,  poderão representar  futuramente barreiras e restrições ao comércio internacional (Tibor & Feldman, 1996).
May (1997) afirma que se um país importador estabelecer restrições sobre seus processos produtivos, ele também se sentirá no direito de aplicar regras de proteção para impedir a entrada de bens que não sejam produzidos obedecendo os mesmos critérios. No entanto, isto constitui dumping ecológico[4] e tal discriminação está sendo dificultada pela OMC (Organização Mundial do Comércio).
Dessa forma, a exigência de um meio ambiente saudável constitui um requisito de peso ao comércio internacional. Em países desenvolvidos, as certificações ambientais voluntárias significam para as empresas ampliação de mercado e garantia de consumidores fiéis. Assim, a busca de maior competitividade pelas empresas, incluindo-se as micro e pequenas, passa pela promoção de ações de resposta positivas frente as novas demandas ambientais (Castro,1996).
            Castro (1996), cita como exemplo empresas brasileiras dos setores de papel e celulose, couro e calçados e ainda o têxtil, que apresentaram dificuldades para exportar seus produtos para os Estados Unidos, Europa e Japão, uma vez que os países importadores alegavam que estas empresas eram altamente poluídoras.
            Além de legislações que regulamentam os processos produtivos, os países poderão regulamentar os produtos, no que tange a materiais de embalagens e exigências de reciclagem. Tal atitude dificultará o comércio internacional, uma vez que a tendência nos países mais desenvolvidos é não utilizar embalagens descartáveis, caso dos refrigerantes. Referente a reciclagem, cabe a empresa produtora reciclar seus produtos após sua não possibilidade de uso, por exemplo: máquinas de lavar, televisores etc. (Bravo & Silva, 1994).
            Neste sentido, a mobilização internacional em torno da definição de normas ambientais comuns reflete nitidamente a pressão dos agentes econômicos, em diferentes graus, na busca do desenvolvimento sustentável, possibilitando às gerações futuras usufruir de um meio ambiente mais saudável.
Portanto, para continuar concorrendo em mercados cada vez mais competitivos, as empresas devem tomar conhecimento e resolver os problemas ambientais decorrentes de seus processos produtivos, caso contrário perderão gradativamente seu espaço entre os consumidores mais exigentes e preocupados com o meio ambiente.

3. Considerações ambientais


A implantação do SGA visa amenizar ou eliminar os impactos ambientais advindos dos processos produtivos. Nesse sentido, o conjunto de ações empreendidas pelas empresas durante a implantação do SGA trazem melhorias ao meio ambiente.
Segundo Castro (1996), a partir de um SGA a empresa passa a incentivar a reciclagem, buscar matérias-primas e processos produtivos menos impactantes, passando a racionalizar  o uso dos recursos naturais renováveis e não-renováveis. Dessa forma, a implantação do SGA poderá possibilitar o desenvolvimento de processos produtivos mais limpos, bem como de produtos menos nocivos ao meio ambiente.
Em estudo realizado com 1.451 empresas brasileiras, Frondizi (1998) salienta que as preocupações ambientais das grandes e médias empresas são quanto a redução de gases e emissões atmosféricas. Salienta, também, que suas ações ambientais são movidas no intuito de obter o licenciamento, bem como atender a legislação[5] vigente no país. Referente as micro e pequenas empresas, estas adotam procedimentos associados a redução de custos, buscando reduzir a intensidade no uso de matérias-primas.
Por fim, pode-se afirmar que a ações ambientais das empresas, manifestadas através da implantação da gestão ambiental, buscam racionalizar o uso dos recursos naturais e reduzir o montante de dejetos e resíduos devolvidos ao meio ambiente, contribuindo, com isso, para o desenvolvimento sustentável.


4. Considerações Sociais


As vantagens sociais fundem-se com as vantagens ambientais. Uma vez que a gestão ambiental visa corrigir problemas ambientais, decorrentes da produção e consumo de bens que geram contaminações físicas e/ou externalidades negativas, conseqüentemente a sociedade passa ser beneficiada.
Como resultado da implantação de um SGA por parte da empresa, dependendo do setor, pode-se obter a melhoria das condições de trabalho, advindas, por exemplo, da redução de materiais particulados e de mau cheiro. Além disso, as famílias que residem próximo as empresas que causavam externalidades negativas, passam a usufruir de um ambiente mais agradável.
A ABNT - NBR ISO 14004 (1996) destaca, também, como benefícios potenciais associados a um SGA a redução de incidentes que impliquem em responsabilidade civil através da redução de conflitos jurídicos locais, regionais, estaduais, nacionais e/ou internacionais decorrentes das externalidades negativas advindas de seus processos produtivos.


5. Considerações Finais


A maioria dos autores pesquisados vêem a certificação ambiental como um diferencial de competitividade, que possibilitará a empresa reduzir seus custos de produção via racionalização dos processos produtivos e substituição de matérias-primas, reduzindo, com isso, o uso de recursos naturais. Além disso, possibilitará que a empresa crie uma imagem verde junto aos seus clientes, bem como não enfrente problemas quanto a exportação de seus produtos.
 A exemplo de que o comportamento dos empresários brasileiros, quanto as questões ambientais, está se alterando, pode ser encontrado na pesquisa realizada por Frondizi (1998). O estudo mostra que em torno de 85% das empresas pesquisadas, numa amostra de 1.451 empresas,  adotam algum tipo de procedimento associado a gestão ambiental em suas atividades, tais como reciclagem, disposição de resíduos, controle de ruídos, entre outros. Tais resultados mostram que as preocupações dos empresários quanto as questões ambientais estão aumentando, porém salienta-se que procedimentos isolados, sem definir a política ambiental da empresa e sua efetivação via implantação da gestão ambiental, contribuem, mas não garantem a obtenção da certificação ambiental.
Portanto, a partir de pressões de consumidores, ONGs, Associações e demais instituições públicas e privadas, a empresas passam a preocupar-se com as possíveis degradações ambientais oriundas da produção e consumo de seus bens e serviços. Neste sentido as ações isoladas dos empresários ambientalmente corretos contribuem para que se atinja um desenvolvimento sustentável.


6. Referências bibliográficas

ALMEIDA, Luciana T.  Política ambiental: uma análise econômica.  São Paulo: UNESP, 1998. 192 p.

ASSOCIAÇÃO Brasileira de Normas Técnicas.  NBR ISO 14001 - Sistema de gestão ambiental: especificação e diretrizes para uso. Rio de Janeiro: ABNT, 1996. 14 p. 

ASSOCIAÇÃO Brasileira de Normas Técnicas.  NBR ISO 14004 - Sistema de gestão ambiental: diretrizes gerais sobre princípios, sistemas e técnicas de apoio. Rio de Janeiro: ABNT, 1996. 32 p.


CASTRO, Newton de.  A questão ambiental: o que todo empresário precisa saber.  Brasília: SEBRAE, 1996. 71 p.

CAVALCANTI, Rachel N.  As normas da série ISO 14000.  In ROMEIRO, Ademar R. et al.  Economia do meio ambiente: teorias políticas e a gestão de espaços regionais.  São Paulo: UNICAMP.IE, 1997. p. 205-218.

CICCO, Francesco de. ISO 14000: a nova norma de gerenciamento e certificação ambiental. Revista de Administração de Empresas, São Paulo: v. 34, n. 5, p. 80-84,  set./out. 1994.

COMISSÃO Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.  Nosso futuro comum.  Rio de Janeiro, Editora da Fundação Getúlio Vargas, 1991. 430 p.

FRONDIZI, Isaura M. R. L. et al.  Pesquisa gestão ambiental na indústria brasileira.  Brasília: BNDES/CNI/SEBRAE, 1998. 71 p.

MAY, Peter H.  Comércio internacional agrícola e meio ambiente na    América Latina. Rio de Janeiro: Editora Forense Universitária,1997.

MIRANDA, Nuvia G. M. et al.  A estratégia de operações e a variável ambiental.  Revista de Administração. São Paulo: v. 32, n. 1, p. 58-67, jan./mar. 1997.

PROCÓPIO FILHO, Argemiro et al. Ecoprotecionismo: comércio internacional, agricultura e meio ambiente.  Brasília: IPEA, 1994. 212 p. (Estudos de Política Agrícola. Relatórios de Pesquisa, 17)

SILVA, R. & BRAVO, M. A. M. P.  Comércio e meio ambiente.  Revista do BNDES. Rio de Janeiro: v. 1, n. 1, p. 113-128, jun. 1994.

TIBOR, Tom & FELDMAN, Ira.  ISO 14OOO: um guia para as novas normas de gestão ambiental. São Paulo: Futura, 1996.

VALLE, Cyro Eyer do. Qualidade ambiental: o desafio de ser competitivo protegendo o meio ambiente. São Paulo: Pioneira,1995.












* Economista, Mestre em Economia Rural e Professor do Departamento de Ciências Econômicas da UNOESC/Chapecó.

** Acadêmica do curso de Economia e Bolsista do FAPE/UNOESC.

[1] Segundo a ABNT - NBR ISO 14004 (1997), o meio ambiente é considerado a circunvizinhança em que uma determinada empresa realiza suas atividades, inclui, portanto: ar, água, solo, recursos naturais, flora, fauna e seres humanos, bem como suas inter-relações.

[2] A ABNT - NBR ISO 14001 (1996),  defini um conjunto de requisitos, princípios básicos, que devem ser seguidos pelas empresas para a implantação do SGA, quais sejam: política ambiental, planejamento, implementação e operação, verificação e ação corretiva e análise crítica pela administração da empresa.

[3] Para COMISSÃO (1991: 46), desenvolvimento sustentável é “aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem suas próprias necessidades”.
[4]   Segundo Almeida (1998) dumping ecológico ocorre quando um país, por possuir uma política ambiental mais branda, consegue produzir produtos que se destinam ao mercado externo a um menor custo de produção.
[5] Conforme Miranda et al. (1997), este tipo de comportamento caracteriza uma “estratégia reativa” quanto ao meio ambiente. Quando as empresas atendem a legislação ambiental vigente e, também, preocupam-se com as pressões externas dos consumidores verdes e grupos de pressão (ONGs, etc.), estão adotando uma “estratégia pró-ativa”.

II – A SÉRIE DE NORMAS ISO 14000

A discussão da problemática ambiental encontra-se, à nível das empresas, em fases diferentes nos diversos países do mundo. Percebe-se a convivência de extremos: de um lado, é o imperativo econômico (objetivando lucro) que comanda as decisões, enquanto que em outras, a questão social, incluindo a de ordem ambiental, passa a ter maior peso nas decisões organizacionais. Diante da globalização e da abertura econômica dos mercados, contudo, a variável ambiental passa a ser uma das condições de “se estar” inserido na aldeia global dos negócios. As empresas passam a adotar práticas ambientais
sustentáveis como vantagem competitiva.
Segundo DONAIRE (DONAIRE, Denis. Gestão ambiental na empresa. São Paulo: Atlas, 1995), as empresas passam por três fases:

- Primeira Fase: controle ambiental nas saídas – constitui-se na instalação de
equipamentos de controle da poluição nas saídas, como chaminés e redes de esgoto.
Nesta fase mantém-se a estrutura produtiva existente.

- Segunda Fase: integração do controle ambiental nas práticas e processos. O princípio básico passa a ser o da prevenção da poluição, envolvendo a seleção das matérias-primas, o desenvolvimento de novos processos e produtos, o reaproveitamento da energia, a reciclagem de resíduos e a integração com o meio ambiente.

- Terceira Fase: integração do controle ambiental na gestão administrativa. A questão ambiental passa a ser contemplada na estrutura organizacional, interferindo no planejamento estratégico.

Esta terceira fase é denominada por D’AVIGNON (D’AVIGNON, Alexandre. Normas ambientais ISO 14000: como podem influenciar sua empresa. Rio de Janeiro: CNI, DAMPI, 1996, p.16) como “Gestão Ambiental”, onde “os parâmetros relacionados ao meio ambiente passam a ser levados em conta no planejamento estratégico, no processo produtivo, na distribuição e disposição final do produto” .

As empresas, portanto, encontram-se em diferentes estágios no processo de
envolvimento com as questões ambientais.
Voltada ao estabelecimento de gestões normatizadas, a International Organization for Standardization (ISO), que, em português significa “Organização Internacional para Normalização”, é uma organização não-governamental que foi criada depois da II Guerra Mundial (1946) e encontra-se situada em Genebra com o objetivo de facilitar as trocas internacionais de bens e serviços e criar normativas para o comércio mundial.
O Brasil participa do ISO através da Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABTN) uma associação privada sem fins lucrativos.
Os trabalhos na ISO se através de desenvolvem através de aproximadamente 212 Comitês Técnicos (TC’s) constituídos por membros de diversos países-membros, sendo que o TC 207 é responsável pela Gestão Ambiental. Cada Comitê Técnico é formados por Sub Comitês (SC’s) e estes, por sua vez, desenvolvem suas atividades através dos Grupos de Trabalho (WG’s). Este processo já permitiu a eloboração de mais de 12 mil Normas Técnicas.
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lh da ISO
900otação
A série ISO 14000 é um conjunto de 28 normas relacionadas a Sistemas de Gestão Ambiental, elas abrangem seis áreas bem definidas:

1. Sistema de Gestão Ambiental (SC 001);
2. Auditorias Ambientais (SC 002);
3. Avaliação de Desempenho Ambiental (SC 004);
4. Rotulagem Ambiental (SC 003);
5. Aspectos Ambientais nas Normas de Produtos e
6. Análise do Ciclo de Vida do Produto (SC 005).
Em um primeiro momento, foram aprovadas cinco normas: ISO 14001, 14004, 14010, 14011 (parte 1 e 2) e 14012.
Série ISO 14000 – Guia de orientação do conjunto de normas da série:
_ ISO 14001 (17 requisitos) – Sistema de gestão ambiental, apresenta as
especificações.
_ ISO 14004 – Sistema de gestão ambiental, apresenta diretrizes para princípios, sistemas e técnicas de suporte.
_ ISO 14010 – Diretrizes para auditoria ambiental, princípios gerais.
_ ISO 14011 (parte 1 e 2) – Diretrizes para auditoria ambiental, procedimento de auditoria.
_ ISO 14012 – Diretrizes para auditoria ambiental, critérios para qualificação de auditores.

Hoje, apenas as duas primeiras persistem, enquanto que as três últimas foram sisntetizadas, em 2002, na Norma NBR ABNT ISO 19011 - Diretrizes para Auditorias em Sistemas de Gestão da Qualidade e/ou Ambiental.
As normas ISO 14000 não estabelecem níveis de desempenho ambiental, especificam somente os requisitos que um sistema de gestão ambiental deverá cumprir. De uma forma geral, estabelecem o que deverá ser feito por uma organização para diminuir o impacto das suas atividades no meio ambiente, mas não prescrevem como o fazer.
A preocupação com a conservação do meio ambiente está se tornando uma constante nos últimos tempos. Vários movimentos estão pressionando as organizações e os governantes para tornarem as regulamentações cada vez mais rígidas, exigindo das empresas uma postura ambiental correta.Com isso o produto que possui o ISO 14000 (ou qualquer outro de sua família) é visto de uma outra maneira, pois ele possui um diferencial competitivo, e isso mostra à sociedade que a empresa é comprometida com a preservação ambiental. A ISO 14000 já se tornou um passaporte para a exportação de produtos para a Europa.

Alguns motivos para implantação de um sistema de gestão ambiental (ISO 14000)

a) Motivos Externos:
- Pressão do cliente;
- Alta concorrência do mercado e
- Restrição de comércio através de regulamentações de mercado (ex.: CEE).

b) Motivos Internos:
- Convicção, acreditar nos benefícios que o sistema proporciona;
- Política corporativa e estratégia de competitividade.

Alguns benefícios para a empresa
a) Proporciona uma ferramenta gerencial adicional para aumentar cada vez mais a eficiência e eficácia dos serviços;
b) Proporciona a definição clara de Organização, com responsabilidades e
autoridades de cada função bem estabelecidas;
c) Promove a capacidade dos colaboradores para o exercício de suas funções,
estruturadas a partir de seleções, treinamentos sistemáticos e avaliação de desempenho;
d) Reduz custos através de uma maior eficiência e redução do desperdício, o que aumenta a competitividade e participação no mercado;
e) Aumenta a probabilidade de identificar os problemas antes que eles causem
maiores conseqüências.


II.1 – AS NORMAS DE IMPLANTAÇÃO DE SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL
Existem duas normas bastante difundidas para orientação da implantação de um Sistema de Gestão Ambiental: a primeira é a 14001 – “Sistemas da gestão ambiental - Requisitos com orientações para uso”, norma da série ISO criada em 1996 e revisada em 2004. A outra é a BS 7750, norma inglesa muito mais restrita que a primeira.
Desta forma se uma empresa implementar um SGA de acordo com o estabelecido na norma BS 7750 estará excedendo o necessário para obter a certificação ISO 14001, podendo, através de poucos ajustes, ser certificada pela ISO também.
No entanto, sob a égide do mercado atual, é mais compensador para as organizações buscarem estabelecer sistemas com foco na 14001, uma vez que está se tornando rapidamente reconhecida como um fundamento básico para um Sistema de Gerenciamento Ambiental. Muitas empresas líderes na indústria estão sendo certificadas por esta norma.
A ISO 14000 contém 6 requisitos (obrigações de atendimento). Embutidos nestes requisitos estão vários conceitos da ISO 9000 - Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos, norma estabelecida para garantir a qualidade de produtos e serviços. Por causa desta inter-relação, a ISO 14000 pode ser facilmente integrada ao sistema ISO 9000. Mesmo se uma empresa estiver buscando a certificação ISO 14000 isoladamente, ainda assim é prudente consultar a ISO 9000 sobre vários dos seus requisitos.
Requisitos ISO 14001 e Correlação ISO 9001
Requisitos ISO 14000 Requisitos ISO 9000

4.1 Estabelecer a Política Ambiental
4.1.1 Estabelecer a Política da Qualidade
4.2 Planejamento Ambiental 4.2 Planejamento da Qualidade
4.3 Definir e documentar responsabilidades 4.1 Definir responsabilidade e autoridade
4.3 Treinar o pessoal relacionado 4.18 Treinar o pessoal relacionado
4.3 Estabelecer e manter Controle da Documentação
4.5 Estabelecer e manter o Controle da Documentação
4.3 Documentar políticas e procedimentos relacionados ao Sistema de Gerenciamento Ambiental Todo o 4.0 Documentar políticas e procedimentos relacionados ao Sistema da Qualidade
4.4 Estabelecer controles de monitoramento, medição e controle
4.10, 4.11, 4.20 Desenvolver procedimentos de teste, procedimentos de Calibragem e controles de Processos Estatísticos
4.4 Estabelecer controles dos registros
4.16 Estabelecer controles sobre os Registros da Qualidade
4.5 Estabelecer procedimentos para as Não Conformidade
4.13 Estabelecer Procedimentos para Material Não Conforme
4.5 Estabelecer procedimentos de Ação Corretivas e Preventivas
4.14 Estabelecer procedimentos de Ação Corretivas e Preventivas
4.5 Realizar Auditorias EMS
4.17 Realizar Auditorias Internas da Qualidade
4.5 Estabelecer Processo de Revisão Gerencial
4.1 Estabelecer Processo Revisão Gerencial

A ISO 14001 é a ISO "Verde". Baseado no ideal de aperfeiçoamento constante, a ISO 14001 exige que as empresas criem um Sistema de Gestão Ambiental que constantemente avalia e reduz o dano provocado potencialmente ao meio ambiente pelas atividades da empresa. Isto pode incluir a definição de matérias primas, todos os processos de fabricação, o uso dos produtos e o descarte dos mesmos.




Fonte: http://www.luizmello.eng.br/2.pdf

Quanto ao ISO 14000

O que fazer para a empresa obter um Certificado ISO 14000?
Ela deverá possuir um sistema de Gerenciamento Ambiental (SGA)!
COMO isso pode ser feito? Há regras!!
A ISO 14000 é uma norma elaborada pela International Organization for Standardization, com sede em
Genebra, na Suíça, que reúne mais de 100 países com a finalidade de criar normas internacionais. Cada
país possui um órgão responsável por elaborar suas normas. No Brasil temos a ABNT, na Alemanha a
DIN, no Japão o JIS, etc. A ISO é internacional e por, essa razão, o processo de elaboração das normas é
muito lento, pois leva em consideração as características e as opiniões de vários países membros.
Todo o processo de elaboração da ISO 14000 foi semelhante ao que aconteceu com a ISO 9000 – Normas
para o Sistema de Garantia da Qualidade.
Na verdade, é um erro dizer que uma empresa recebeu o certificado ISO 9000, pois não existe certificação
baseada nessa ISO, mas sim, na 9001, 9002 ou 9003.
A ISO 9000 estabelece as diretrizes para selecionar qual norma deve ser usada em determinada empresa,
enquanto que a ISO 9001, 9002 e 9003 são as normas que determinam quais são as especificações/requisitos que as empresas deverão seguir e atender para que possam obter a certificação através de auditoria realizada por um organismo Certificador.
A ISO 14000 segue a mesma sistemática, ou seja, não haverá certificação ISO 14000, mas, sim, uma
certificação baseada na 14001, norma esta que é a única da família ISO 14000 que permitirá ter um certificado de Sistema de Gerenciamento Ambiental (SGA).
A ISO 14000 – Sistema de Gestão Ambiental – Especificações com Guia para uso, estabelece requisitos para as empresas gerenciarem seus produtos e processos para que eles não agridam o meio ambiente, que a comunidade não sofra com os resíduos gerados e que a sociedade seja beneficiada num aspecto amplo.
Então, para a empresa obter um certificado ISO 14000, ou melhor, certificado ISO 14001, é necessário
que atenda as seguintes exigências:
1 – Política ambiental
A direção da empresa deve elaborar uma Política Ambiental que represente seus produtos e serviços, que
seja divulgada entre os funcionários e a comunidade. E que a direção demonstre que está comprometida
com o cumprimento dessa política.
Deve obter o cumprimento legal e buscar o melhoramento contínuo do desempenho ambiental da empresa.
2 – Aspectos ambientais
A organização precisa ter procedimentos que permitam identificar, conhecer, administrar e controlar os
resíduos que ela gera durante o processamento e uso do produto: Emissões Atmosféricas, Efluentes
Líquidos e Resíduos Sólidos.
3 – Exigências legais
A empresa deve desenvolver uma sistemática para obter e ter acesso a todas as exigências legais pertinentes a sua atividade. Essas exigências devem ficar claras à direção da empresa.
Os funcionários devem conhecer quais são essas exigências e quais as documentações necessárias para seu cumprimento.
4 – Objetivos e metas
A empresa deve criar objetivos e metas que estejam alinhados com o cumprimento da política ambiental
que foi definida.
Esses objetivos e metas devem refletir os aspectos ambientais, os resíduos gerados e seus impactos no
meio ambiente. Também deve considerar exigências legais e outros aspectos inerentes ao próprio negócio.
5 – Programa de gestão ambiental
A organização deve ter um programa estruturado com responsáveis pela coordenação e implementação de
ações que cumpram o que foi estabelecido na política ambiental e as exigências legais, que atinjam os objetivos e metas e que contemplem o desenvolvimento de novos produtos e novos processos.
Este programa deve, inclusive, prever ações contingenciais, associadas aos riscos envolvidos e aos respectivos planos emergênciais.
6 – Estrutura organizacional e responsabilidade
O Programa de Gestão Ambiental deve integrar as funções dos funcionários da empresa, através da descrição de cargos e funções relativas à questão ambiental.
A empresa deve possuir um organograma que demonstre que suas inter -relações estão bem definidas e   comunicadas em toda a empresa.
A direção da empresa deve definir um ou mais profissionais para que seja o representante dos assuntos
específicos da Gestão Ambiental.
7 – Conscientização e treinamento
O programa de Gestão Ambiental deve prover treinamento aos funcionários com atribuições na área ambiental, para que estejam conscientes da importância do cumprimento da política e objetivos do Maio Ambiente, das exigências legais e de outras definidas pela empresa.
O treinamento também deve levar em consideração todos os impactos ambientais reais ou potenciais associados as suas atividades de trabalho.
8 – Comunicação
A empresa deve possuir uma sistemática para enviar e receber comunicados relativos às questões
ambientais para seus funcionários e a comunidade.
9 – Documentação do Sistema de Gestão Ambiental
A empresa precisa ter um Manual dos Sistema de Gerenciamento Ambiental que contenha as exigências
ambientais da empresa.
10 – Controle de documentos
A empresa deve manter um sistema bem parecido com o controle de documentos da ISO 9000, ou seja,
procedimentos para que todos os documentos sejam controlados e assinados pelos responsáveis, com
acesso fácil aos interessados, para manter atualizados, identificados, legíveis e armazenados adequadamente. Os documentos obsoletos também devem ser retirados do local para evitar uso indevido.
11 – Controle operacional
A organização precisa ter procedimentos para fazer inspeções e o controle dos aspectos ambientais, inclusive procedimentos para a manutenção e calibração dos equipamentos que fazem esses controles.
12 – Situações de emergência
A empresa deve possuir procedimentos para prevenir, investigar e responder a situações de emergência.
Também deve ter planos e funcionários treinados para atuar em situações de emergência.
13 – Monitoramento e avaliação
A organização deve ter um programa para medir o desempenho ambiental através da inspeção das
características de controle ambiental e calibração dos instrumentos de medição para que atendam aos
objetivos e metas estabelecidos.
14 – Não conformidade, ações corretivas e ações preventivas
A empresa deve definir responsáveis com autoridade para investigar as causas das não-conformidades
ambientais e tomar as devidas ações corretivas e preventivas.
15 – Registros
A organização precisa arquivar todos os resultados de auditorias, análises críticas relativas as questões
ambientais. O objetivo de ter esses registros é mostrar e provar, a quem quer que seja, que a empresa
possui um Sistema conforme o que é exigido pela norma.
16 – Auditoria do Sistema da Gestão Ambiental
A organização precisa ter um programa de auditoria ambiental periódica e os resultados das auditorias
devem ser documentados e apresentados à alta administração da empresa.
17 – Análise crítica do Sistema de Gestão Ambiental (SGA)
Baseado nos resultados da auditoria do SGA, a organização deve fazer uma análise crítica do Sistema de
Gestão Ambiental e as devidas alterações, para que atenda as exigências do mercado, clientes,
fornecedores e aspectos legais, na busca da melhoria contínua.
Você pode adquirir a norma no site da ABNT (http//:www.abnt.org.br)!!
SUCESSO!!